Facebook amplia seu mercado e lança criptomoeda

O Facebook não para de crescer, a rede criada por Mark Zuckerberg precisa sempre criar novidades para atrair mais pessoas para dentro e manter os anunciantes na plataforma, por isso sempre aparecem novidades para entreter os usuários.

No ano de 2019, o Facebook anunciou a criação de uma criptomoeda, confira mais detalhes aqui neste super texto que criamos para você.

– O que é uma criptomoeda?

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Uma criptomoeda é um meio de troca, podendo ser centralização, centralizado ou descentralizado que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. O Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada, foi criado em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Desde então, muitas outras criptomoedas foram criadas. Mais recentemente, tem-se assistido a um fenômeno de explosão de inúmeros tokens que têm sido criados com base no protocolo do Ethereum, principalmente após a onda massiva de Ofertas Iniciais de Moedas (usualmente referida como ICO, do inglês Initial Coin Offering) que ocorreu em 2017.

Ao contrário de sistemas bancários centralizados, grande parte das criptomoedas usam um sistema de controle descentralizado com base na tecnologia de blockchain, que é um tipo de livro-registro distribuído operado em uma rede ponto-a-ponto (peer-to-peer) de milhares computadores, onde todos possuem uma cópia igual de todo o histórico de transações, impedindo que uma entidade central promova alterações no registro ou no software unilateralmente sem ser excluída da rede.

Uma criptomoeda descentralizada é produzida, coletivamente, por um sistema de criptomoeda a uma razão definida quando o sistema é criado e disponível publicamente. Em sistemas bancários ou econômicos centralizados como o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, conselhos administrativos ou governos controlam o suprimento de moeda através da impressão de moeda fiduciária. Entretanto, corporações ou governos não podem produzir unidades de criptomoedas e assim, não forneceram até então suporte para outras entidades, bancos ou corporações que guardam ativos medidos através de uma criptomoeda descentralizada. Os recursos técnicos sobre os quais moedas descentralizadas são baseadas foram criados pelo grupo (ou indivíduo) conhecido como Satoshi Nakamoto.

Centenas de especificações de criptomoedas existem, a grande maioria sendo similar e derivada da primeira moeda descentralizada implementada, o bitcoin. A segurança, integridade e balanço dos registros de um sistema de criptomoeda são mantidos por uma comunidade de mineradores: membros do público em geral usando seus computadores para ajudar a validar e temporizar transações, adicionando-as ao registro (block chain) de acordo com um esquema definido de temporização.

A segurança dos registros de uma criptomoeda baseiam-se na suposição de que a maioria dos mineradores estão mantendo o arquivo de modo honesto, tendo um incentivo financeiro para isso.

– Como a moeda funcionará?

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Para operar as transações da moeda, o Facebook criou uma empresa subsidiária, a Calibra. Ela oferecerá a carteira digital pela qual será possível realizar as transações, que vão desde serviços do dia a dia, como o pagamento de contas e compras com a leitura de código de barras, até a transferência de grandes quantias monetárias.

Se adotada em larga escala, a libra poderá mudar a dinâmica da economia global – afinal de contas, seria uma moeda privada, sobre a qual os bancos centrais dos países não teriam muito poder de atuação, apenas de regulamentação. Além disso, as empresas de pagamento convencionais estariam em risco, já que as transações poderão ser feitas via WhatsApp ou Messenger – e isso vale para operações simples do dia a dia, como o pagamento de boletos por leitura de código de barras, e também transferências milionárias.

– Previsão de valor

Como fica a moeda nacional? Ainda não é possível saber qual será a equivalência para o real, ou para qualquer outra moeda, mas o Facebook alega trabalhar diretamente com reguladores, legisladores e outras autoridades em diversos países para evitar quaisquer problemas regulatórios.Os governos locais não vão ter muito controle sobre a Libra, porque se trata de uma moeda privada. Logo, quem a controla não estará subordinado a governo nenhum, analisou o PhD em economia pela Universidade de Chicago e professor da FEA-USP Rodrigo de Losso.

O presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, já disse que a Libra estará sujeita à regulação. No território francês, a moeda digital precisa respeitar as regras contra lavagem de dinheiro, e seus apoiadores precisam buscar licenças se pretenderem lançar serviços bancários, afirmou o presidente do banco central da França. Já o diretor do Banco da Itália pediu mais informações sobre o projeto do Facebook.

– Quando estará no mercado?

Ainda não é possível, uma vez que a moeda só estará no mercado em 2020. Os detalhes ainda não foram definidos, mas é possível esperar que seja possível comprar a moeda a partir dos aplicativos dos membros fundadores da Libra Association, pelo celular.Inicialmente, o Facebook diz que não mira realizar lucro com taxas.

A rede social espera que pequenos vendedores aumentem suas vendas, e, consequentemente, anunciem mais em sua plataforma. Mas é uma estratégia de curto prazo.Questionado pelo ‘Estado’, o Facebook não descarta oferecer serviços financeiros por meio da Calibra. “Definitivamente, vamos oferecer serviços de crédito”, afirmou Kevin Weil, vice-presidente de produto da subsidiária.

Apesar disso, David Marcus não descarta que bancos se associem à iniciativa. “Mesmo que ofereçamos serviços similares no futuro, será bom, pois haverá maior competição na área financeira”, diz o executivo, que ainda vê as instituições tradicionais com papel fundamental no sistema financeiro.

– Vale a pena investir?

Ainda não temos a certeza de que vale a pena investir na Libra, só saberemos quando ela for lançada em 2020, enquanto isso seguimos acompanhando as notícias que saem no mercado.